ANTROPOLOGIA DAS ESPÉCIES

Venho por meio deste documento oferecer uma nova perspectiva, bastante comum entre os povos da Fractura, acerca das raças humanas, um olhar sob um viés antropológico — é muito comum entre as raças, principalmente àquelas que vivem ou viveram de maneira isolada por muito tempo, a ideia de “humanos entre não-humanos ou quase-humanos”.

Duarani, um dos povos mais desenvolvidos da atualidade, e creditados por muitos historiadores como os mais antigos entre as raças do homem¹, chamavam-se a si próprios de “O Povo”, “As Pessoas”. “-ani” significa, partindo de uma tradução bastante simplória para nosso idioma, “Povo”. Os selvagens que desciam das montanhas para perseguir, matar e devorar sua raça eram chamados, à sua língua, de gigantes ou kouani, “Povo do Céu”, embora estes, por sua vez, definissem-se por “humanos” (novamente, uma conversão simplória) e delegassem aos menores algo menos do que eles, algo menos do que humanos, mas animais da terra.

¹ destaco que, quando uma raça é dita como mais antiga, referencia-se o período em que ela entrou em desenvolvimento como sociedade e civilização. Anões são mais antigos que homens-jovens.

O que quero dizer?

Durante o extenso período em que as diferentes raças da espécie humana estiveram separadas por barreiras que o Mundo, à época, as impunha, e, também, durante os primeiros encontros entre estas, toda raça era, ao seu próprio ver, humana e o outro sempre algo próximo, acima ou abaixo do humano. Não havia a noção, hoje mais popularmente reconhecida, de que as raças são, todas, à sua maneira e de acordo com o próprio desenvolvimento, humanas. E, mesmo hoje, existe uma cultura de ditar o que é e o que não é humano partindo de seus próprios parâmetros.

Neste ensaio antropológico, trataremos do assunto sob diferentes óticas, acompanhando o desenvolvimento cultural das diferenças raças humanas da Fractura, capítulo por capítulo, até sua apresentação contemporânea.

Capítulo I: Duarani