É certo que as primeiras formas de vida eram muito rudimentares, erguidos através de uma mistura de materiais orgânicos e inorgânicos, metais impuros, punhados de barro, lascas de madeira, todos orbitando um núcleo de concentração mágica. Estes são os automs.

Máquinas semi-sencientes que respondem a estímulos com base em uma programação mágica determinada durante sua concepção, autogerenciáveis e excepcionais artesãos de materiais diversos. Alguns automs apresentam mais liberdade e capacidade de aprendizado do que outros, mas todos têm grande dificuldade para abandonar seu propósito original a que foram modelados.
Seus núcleos emulam corações orgânicos e, enquanto em pleno funcionamento, mantém atada aos seus corpos energia mágica — são como feitiços programados, formas primitivas de inteligência.
Geração após geração, os automs aprimoraram a própria espécie, mas nunca abandonaram suas natureza restritiva e utilitarista. Apesar de serem criaturas principalmente inorgânicas, formam pares ou grupos por costume, o que chamam de socié, de onde advém o termo “sociedade”, para compartilhar conhecimentos, técnicas e materiais para moldar novos automs, novas ferramentas e assim sucessivamente.