Parentes próximos dos homens-jovens, a raça dos pequeninos descende de tribos humanas que nasceram, cresceram e se adaptaram à natureza imprevisível de onde viviam, à magia caótica e aos perigos que, em sua maioria, eram maiores do que eles, o que exigia corpos rápidos, discrição e muita sorte para fácil adaptabilidade.

A maioria dos pequeninos vive de forma muito discreta, em comunidades escondidas entre as colinas e a mata alta. São tradicionais e isolacionistas, aversos à civilização contemporânea e reconhecidos pela selvageria com que lutam para manter seu território, utilizando de técnicas de guerrilha e armadilhas para enfrentar seus inimigos e saírem ilesos. São saqueadores, bandidinhos, salteadores temidos por viajantes e donos de caravanas.
Poucos são os pequeninos que abdicam de suas moradas na mata, em comunidades autossustentáveis, para viver em cidades e Estados organizados — geralmente, estes engolem seu território, desviando a rota dos rios, pavimentando estradas e erguendo muros, obrigando esses povos miúdos a tomarem a difícil decisão de lutar, se afastar ou ceder e, quando cedem, lidam com severa discriminação, que associa todo um povo com cultura e valores próprios somente a ladinagem.
Não se deve reduzir o grande leque cultural dos povos pequeninos a uma coisa só. São comunidades diversas, com valores e tradições próprias, que compartilham uma ancestralidade e bênção.
Muitos pequeninos brigam pela retomada de suas terras e a preservação de suas tradições e o fazem através do saque, de movimentos violentos e precisamente calculados, pois mantém os forasteiros distantes, mas são humanos.
Pequeninos têm metade da expectativa de vida comum aos homens-jovens, por dividirem sua energia espiritual e desenvolvimento com seus búsoe.
Os pequeninos não abominam a feitiçaria — se encantam facilmente, na verdade — mas preservam histórias sobre espíritos e demônios que habitam o Mundo e sobre como seus ancestrais afundaram em desgraça por buscarem conhecimento proibido que apenas diz respeito aos deuses.
Muitos pequeninos também ganham a vida guiando viajantes por trilhas perigosas, através de atalhos conhecidos apenas por seu povo e lidando com as forças que regem o mundo sensível através do inteligível de maneiras criativas que muitos chamariam de sorte — eles chamam de búso: uma espécie de espírito particular, que nasce com a concepção de cada indivíduo como um pequeno guardião, que guia suas decisões e valida sua intuição preciosa.