Os Símios são uma raça bastante curiosa.

Vivem nos confins do Mundo, em regiões subtropicais e savanas, no alto das grandes árvores.

Por trás do comportamento travesso, há grande sabedoria e rica ancestralidade.

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Diferente das raças do homem, feitos da carne do barro da terra, os símios nasceram como projeções das copas das árvores mais altas e sua desenvoltura reflete este modo de existir — dedos compridos e ágeis, pouca distinção entre mãos e pés, e, por vezes, compridas caudas também.

É dito que cada tipo de símio reflete uma fração do corpo de uma árvore. Aqueles grandes e brutos teriam nascido da metade inferior do tronco até as poderosas raízes, enquanto aqueles menores, mais compridos e mais ágeis teriam nascido da metade superior até os galhos mais compridos.

É muito falado que foram os símios, enquanto encarnações do Irreverente Senhor da Mudança, que primeiro comeram dos frutos da grande Árvore da Sabedoria e, somente depois de experimentar o gosto amargo do conhecimento, compartilharam das sobras destes frutos com a humanidade.

Os homens que vivem às margens das terras simiescas contam que estas criaturas são as mais iluminadas entre os entes da Matéria e que, confrontados por sabedoria e conhecimento que não dizem respeito ao corpo da carne, mascaram personalidades amargas com seu comportamento brincalhão — esta é sua maldição, lançada pelos Deuses do Céu, mas também sua maior benção, pois hão de ser a Mudança por excelência encarnada em cada gesto travesso.

Honrados sejam os símios, do macaco trapaceiro ao poderoso gorila, pois existem enquanto emanações do Deus Homem, que move o Mundo, permitindo ao Sol fugir da Escuridão e aos homens crescer e aprender.