São chamadas sereias aquelas entre as tritânides que foram amaldiçoadas pela Deusa Caída que rege os mares e oceanos, a Deusa Afogada, que afundou a antiga terra dos trites e arrancou as almas das mulheres desta raça — mas não as destruiu. Na verdade, as escondeu. Até hoje, estas mulheres, impedidas de voltar à terra firme, buscam por suas almas perdidas, atraindo homens e mulheres para sugar as suas almas e abandonar seus corpos no mar, onde nunca mais serão encontrados.

Durante o período que marca a primeira infância de uma criança tritânide, como ocorre aos outros trites, esta cresce como uma criatura aquática e se espera que suas brânquias percam parte de sua funcionalidade, como ocorre aos demais trites, sejam estes da casta profunda ou não. As coisas fogem da normalidade quando a criança, sempre uma menina, nasce com as duas pernas atadas, como se costuradas, presas por uma membrana fina de pele. Cortar esta membrana causa muita dor à criança e pode matá-la se feito prematuramente. Se espera que a membrana se desfaça naturalmente… mas raramente isto acontece e, por isso, muitas famílias optam por sacrificar a criança tritânide logo em seu nascimento… pois se a membrana não se desfizer, as brânquias irão fechar, enquanto os pulmões continuarão se desenvolvendo.
A criança nunca aprenderá a falar, mas a imitar sons que melhor agradem uma parte muito íntima de suas futuras vítimas. A membrana que une suas pernas irá ganhar mais densidade, mais músculo, os dedos irão perder sua função original e uma cauda irá surgir no lugar das duas pernas.