Mais antigas do que os elfos ancestrais, mais antigas do que os anões e lendas para os homens-jovens — as fadas são verdadeiros enigmas para os habitantes do Anel Continental. Sua conexão íntima com a natureza e com a magia supera qualquer forma de feitiçaria humana.

FADAS

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FISIOLOGIA, FISIONOMIA E SOCIEDADE

Chamadas ránféi entre os elfos, fadas são criaturas imortais, que se organizam em comunidades escondidas, estruturadas em sociedades matriarcais, onde a figura da Rainha Mãe é de extrema importância e valor entre as suas proles, que compõem a sua corte — enquanto próximas da Rainha Mãe, são imortais em relação ao tempo. Duram muito pouco se perderem este contato. A verdadeira natureza e as verdadeiras intenções por trás das ações de uma fada são mistérios impossíveis de se decifrar. Criaturas completamente alienígenas e indiferentes, embora curiosas, às raças humanas.

Seu conhecimento e poder mágicos estão além da compreensão da maioria dos magos. Estas criaturas não manipulam magia como as demais — a energia mágica corre através de suas veias e lhes concede poderes ilimitados. As fadas sentem energia mágica de forma diferente, muito mais sensíveis ao Pneuma do que as raças humanas, embora o vínculo que compartilhem com a magia não seja tão íntimo como ocorre aos dragões. As fadas estão intimamente vinculadas à vida, a um aspecto especial desta, e a um tempo que não corre em linha reta, mas se espalha como as pétalas de uma flor desperta. Onde quer que toquem, a vida floresce com mais cor e magia.

Sabe-se que as fadas existem em uma harmonia quase perfeita com o meio em que vivem e que tendem a evoluir e mudar conforme reproduzem. Fadas são variadas, evidenciando forte diversidade morfológica. De borboletas a abelhas, mariposas e besouros, formigas e louva-deuses.

Fadas têm um forte senso de identidade definido ao nascer. Cada fada nasce com uma função a exercer dentro da grande estrutura que se desenvolve em torno da Rainha Mãe, que é fonte de vida, luz e propósito imutável e primaveril.

NA ERA DOS HOMENS

Com o alvorada da Era dos Homens, as fadas assistiram aos seus domínios de prosperidade primaveril eterna se fecharem. De repente, a força que antes as empoderava e fazia transbordar vida sem morte e luz imutável não percorria o Mundo com a mesma intensidade. O Mundo parecia opressor e maior também e elas muito pequenas.

Murchavam e morriam, como tudo o mais no Mundo, quando distantes da Rainha.

O Mundo não pertencia mais às fadas.